julho 05, 2007



VIAGEM AO CENTRO DA TERRA


"Em pleno séc. XIX o professor e geólogo alemão, Dr. Lidenbrock, descobre um manuscrito codificado de um antigo alquimista islandês do séc. XVI e, depois de o decifrar, fica a saber que é possível ir ao centro da Terra. Com o intuito de realizar tal proeza, ele e o seu sobrinho Axel partem para a Islândia onde contratam Hans, um caçador islandês, para servir de guia e ajudante. E seguem as indicações do manuscrito que indica como entrada para o interior da Terra a cratera de um vulcão na região ocidental da ilha da Islândia, o Sneffels. Já abaixo da superfície terrestre os três homens percorrem corredores e galerias, por entre peripécias e dificuldades, até chegarem a uma galeria de dimensões colossais com um oceano, ilhas, nuvens e até luz gerada por um fenómeno eléctrico desconhecido. Mais chocados ficam ao encontrar, naquele mundo paralelo, vida que, à superfície, se extinguira há muitos milhares de anos como dinossauros e homens das cavernas. Constroem uma jangada para atravessar o oceano, mas uma tempestade de vários dias leva-os até à outra margem do oceano, precisamente onde se encontra a entrada para o centro da Terra que está, no entanto, obstruída devido a um recente desabamento de terras. Recorrendo ao uso de pólvora Hans tenta desobstruir a passagem, mas a explosão é de tal forma violenta que a jangada onde os três se encontram é puxada para a chaminé de um vulcão e, em consequência de uma erupção, são expelidos para a superfície terrestre. Descobrem então que o vulcão por onde foram expelidos é o Stromboli, localizado na Sicília, o que quer dizer que eles percorreram, no mundo paralelo, mais de 5000Km. "

(Resumo de Mara Antunes)



Um dos grandes livros de aventuras da minha juventude, provavelmente o que mais depressa “sorvi” - numa tarde, creio - foi , sem dúvida, o “Viagem ao Centro da Terra” de Júlio Verne. Foi ele que me despertou a curiosidade para o estudo da Geologia e da Geografia, que, por sua vez, obrigando-me a um razoável trabalho de análise e de pesquisa, cujo treino, e não sendo o ensino nem a investigação científica a minha área profissional, em muito beneficiou a profissão que sempre exerci, e na qual me sinto plenamente realizada: Financeira.

“É de loucos”, dirão vocês, “mas que raio tem a ver uma coisa com a outra?”

“A mulher é doida” (certíssimo).

Sabem o que vos digo? Experimentem. Façam-no por curiosidade, mas façam-no.
Até porque não dói nada e o saber não ocupa espaço. Às vezes, por detrás de um livro escondem-se vivências incríveis. E a leitura é tão agradável.

Já agora, os meus agradecimentos à D. Química e à D. Matemática, que tão providentes foram e tanto me apoiaram naquele agradável mundo que é a Ciência.

Este texto destina-se só e apenas aos meninos mais pequenos que vão passando por aqui. Para os mais crescidos isto não é novidade, pois não?

E antes que me esqueça, vou relê-lo.

(Imagens: Silvian Sternhagel)

8 Comments:

Blogger luikki said...

quem devia ler o teu post era a senhora dona lurdes...
mas, se calhar, não percebia...

05 julho, 2007 21:51  
Blogger sr_antonio said...

Tu descobriste o argumento do "Lost" (Perdidos)?? E tanta gente aqui a querer saber como acabava a série 8/ ohhhh ehehehe olha, voltei do quiosque e trouxe-te algo ;) peixinhos

05 julho, 2007 23:52  
Blogger Inha said...

Luikki, a dona lurdes gosta mais de fechar escolas. Parece que voltamos ao tempo do marquês de pombal, só falta correr com os professores do país para fora e a proibir livros à la pina manique!

06 julho, 2007 11:06  
Blogger Inha said...

Porra, Sr. António, o raio do Lost nunca mais tem fim. Aquilo é pior que a floribela, até eu já lhe perdi o fio à meada!!! (do Lost, bem entendido, que eu à outra afogava-a, literalmente)

Obrigada, és um querido! Já lá fui buscar.:)

BeijoquInhas Gordas

06 julho, 2007 11:09  
Blogger fresquinha said...

Como é que financeiramente te beneficiou o Júlio ??? Podes explicar ? Caraças, foi mesmo uma viagem ao centro da terra. Coisas com mais de 3,5 minutos de atenção, não se enquadram na minha agenda atarefadíssima. Mas é interessante saber que se eu tivesse lido este livro outra vez, fosse tão bem sucedida quanto tu. Olha ... vou ler as 1.000 léguas submarinas, e talvez ganhe o Euromilhões. !!!

06 julho, 2007 19:49  
Blogger Eskisito said...

Também foi das minhas primeiras leituras. Agora os miúdos já não querem saber disso. Querem é pokémons e outras tretas acabadas em ons. É triste, mas dos meus 120 alunos este ano, só uns 20 sabem o que é um livro e gostam.

07 julho, 2007 14:30  
Blogger Inha said...

Fresquinha: o segredo é a alma do negócio.:P
"Atarefadíssima"????????

GARGALHADAS!!!!!!!!LOL

(eu sou daquelas tolinhas que gosta daquilo que faz)

1.000? Tu não comeces já a roubar.

09 julho, 2007 15:34  
Blogger Inha said...

Sabes, Eskisito, é lastimável quando o próprio ministério da educação acha que os erros ortográficos não devem interferir com a resposta, mesmo que esta esteja certa, ainda que esta seja um chorrilho de erros. Cabe na cabeça de alguém uma coisa destas?
Os putos chegam à faculdade sem saber ler nem escrever, quanto mais o que é um livro!...

Não sabem o que perdem.;)

09 julho, 2007 15:43  

Enviar um comentário

<< Home